Conhecendo melhor o mundo HQ

Oi Povo, tudo bem?
O Fadas Literárias através da Aliança de Blogueiros Literários do Rio de Janeiro foi convidado pela Editora Nemo do grupo Autêntica para um bate papo sobre HQ. O bate papo super descontraído foi comandando pelo PH do site Tu já Viu e abriu minha visão para um mundo completamente diferente do que eu imaginava. 

Meu primeiro contato com esse mundo foi através da Turma da Mônica e confesso que amava perdidamente, mas conforme fui ficando mais velha passei esse amor para os livros. Isso aconteceu com a maioria dos blogueiros que estavam lá e foi um ponto bastante abordado, pois a maioria das pessoas julgam a HQ como uma literatura apenas para crianças, mas isso está longe de ser verdade. Outra coisa que foi ponto de polêmica foi que muitos pensam que HQs se resumem aos heróis tão conhecidos que já estão até no cinema, outro ponto está longe demais da realidade. 

Uma coisa que aprendi e achei maravilhosa é que na França e em outros países Europeus as HQs são tratadas da mesma maneira que os livros, que existem “livrarias“ especializadas nisso. Amei ter visto o vídeo e ver que realmente existe uma diferença gigante no modo que nós brasileiros tratamos o assunto. O PH deu uma verdadeira aula desse mundo e também falou de algumas HQs já lançadas pela Editora Nemo, escolhi algumas:

Placas tectônicas

Sinopse: Aos 35 anos, Margaux Motin narra os erros e acertos que abalaram sua existência em páginas repletas de humor e realidade. Uma separação e um novo amor mudam radicalmente sua vida de mulher com trinta e poucos anos de idade; uma época em que decisões abruptas podem levar a consequências desastrosas.

Como podem observar pela sinopse, essa HQ não tem nada de infantil. Afinal, ela fala da vida de uma mulher de 35 anos que acaba de se separar!!! Um tema super atual que sem sombras de dúvidas chamou a minha atenção Em breve teremos resenha dela, tive a sorte de ganhar!! :D 

Deslocamento - Um diário de viagem

Sinopse: Artista, jovem e solteira, Lucy Knisley nunca imaginou que iria escapar do inverno frio de Nova York a bordo de um navio de cruzeiro para o Caribe. Mas quando seus avós idosos planejam uma fuga tropical, Lucy decide acompanhá-los, e nada sai como ela esperava. Durante os sete dias do cruzeiro, Lucy descobre mais sobre si mesma e sua família do que aprendeu durante uma vida inteira. Lidando com a decadência física e mental dos avós que tanto adora, ela é obrigada a confrontar seus próprios medos, anseios e expectativas, navegando pelas delicadas nuances que compõem as relações duradouras, a velhice, o amor e o cuidado. Guiada pelo diário do avô, Lucy desvenda suas próprias raízes, e suas férias acabam se transformando em uma viagem de autodescobrimento.
 
Uma história que chamou a minha atenção por ser uma autobiografia e por falar de terceira idade, um tema quase nunca abordado. Já adicionei na minha lista de desejados.

Outros exemplos de HQs que eram livros como: O diário de Anne Frank, Frida Kahlo, Orgulho e Preconceito (que em breve terá resenha), Snoopy, Garfield, Peter Pan, Hamlet e muito Shakespeare com: Macbeth, A Tempestade, Romeu e Julieta, Sonho de uma noite de verão e Otelo. Isso sem falar nas autoras brasileiras super conhecidas como Paula Pimenta e Bruna Vieira;

Não disse que era um mundo incrível? E para encerrar com chave de ouro queremos agradecer imensamente ao Cleber e ao grupo Autêntica pelo convite!!!

Comunidado Importante!!!

Oi Povo,
Hoje venho fazer um comunicado não tão agradável. Na última semana tivemos um problema interno do nosso blog, onde um ex-colaborador agiu de má fé no que se diz respeito a Aliança de Blogueiros Literários e com o próprio Fadas. Isso ocorreu a partir da criação de um e-mail falso ([email protected]) se fazendo de responsável pelo o Blog. Venho por meio desta esclarecer que quaisquer mal entendido que possa ter sido gerado a partir de qualquer contato vindo desse e-mail, deve ser desconsiderado. O nosso contato oficial é: [email protected]

Já estou tomando as devidas providências necessárias em meio jurídico para que isso não venha a ocorrer novamente, pois lembrando que o Fadas Literárias é de minha propriedade intelectual (Iris Pereira), não podendo ser utilizado por terceiros sem prévia autorização.

Peço desculpas pelas inconveniências ocorridas e reafirmo que o objetivo do Fadas é: Trabalhar com honestidade colaborando com o mundo literário e cinematográfico.

Dia Dos Namorados Literários - Sorteio


Olá pessoal, Dia dos Namorados chegando e nós resolvemos nos reunir e fazer um super sorteio. Os Blogs Tell Me A Book, Fadas Literárias e o Notas Literárias presentearão seus leitores, cada um, com um livro e um Kit de Marcadores, e para concorrer basta escolher seu Kit ou todos e cumprir as regrinhas, ok?

Kit 1

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Kit 2

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Kit 3

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- Preencher o formulário Raflecopter corretamente. Você clica em cada opção e faz o que lhe é pedido (Curtir a fan page, seguir os blogs no Instagram). Se não estiver vendo o formulário, dê um tempinho para ele carregar, se não aparecer, atualize a página. Ratificando, você deve SEGUIR os blogs participantes nas redes sociais solicitadas.

- A promoção começa no dia 22 de maio e termina em 12 de junho de 2017.

- Cada blog é responsável pelo envio do seu prêmio, você sabe qual blog de acordo com o que é pedido em cada Formulário.

- Cada blog tem até 40 dias úteis para enviar o livro, contando a partir do dia em que receber o endereço do ganhador.

- Nenhum dos blogs se responsabiliza pelo extravio de prêmios.

- O ganhador tem 48h para responder o e-mail que será enviado, caso não responda o e-mail com seus dados, o sorteio será refeito.

- É necessário residir em território brasileiro.

- Todas as entradas serão conferidas e caso não sejam cumpridas o participante é desclassificado

Corte de Espinhos e Rosas - Resenha

Ela roubou uma vida
Agora deve pagar com o coração

Era enorme - do tamanho de um pônei. Minha boca secou. Era um dos imensos lobos sobre os quais eu fora avisada.
Jamais tinha visto um tão grande; e, mesmo assim, ele permanecia despercebido pela corça. Se era de Prythian, se era, de alguma forma feérico, então virar comida era a menor de minhas preocupações. Se ele era feérico, eu já deveria estar correndo.

Pág.: 12

Mas Feyre não correu. Era Inverno, sua família precisava de comida e ela não ia deixar um lobo, feérico ou não, tirar isso dela, principalmente depois do que eles haviam feito com seu povo tantos séculos antes, como os haviam escravizado, mesmo com o tratado, que agora separava o mundo feérico do humano.

Feyre é a caçula de três irmãs, sua mãe morrera anos antes, antes mesmo de seu pai perder a fortuna e as forçar a viver na área mais pobre da cidade. Com um pai imerso em sentir pena de si mesmo, e duas irmãs "inúteis", sobrou para ela aprender a caçar e garantir o sustento deles, cuidar deles, como prometeu a mãe que faria. No entanto, quando ela decidiu, com ódio no coração, matar aquele lobo, aquele feérico, ela mudou para sempre seu destino.

- Qual é o pagamento que o tratado requer?
Os olhos do animal não deixaram meu rosto à medida que ele falava:

- Uma vida por outra.

Pág.: 45

Nossa protagonista descobre que uma vida por outra, não quer necessariamente dizer a morte. Ela tem a opção de passar o resto da vida em Prythian, então vai com a "besta animal" para as terras dos imortais, pensando no que exatamente ela terá se metido, mas nada pode prepará-la para a realidade.

A corte primaveril é linda, civilizada e quase deserta. Ela pode fazer o que quiser, ir ou morar onde quiser e passar o dia pintando (um sonho antigo) se quiser, contanto que não se meta em problemas, o que é claro a deixa com a orelha em pé. Feyre passa dias reconhecendo a casa e todos os ambientes possíveis, fazendo mapas e procurando por respostas, imaginando formas de fugir ou de convencer Tamlin, uma maneira de burlar o tratado e deixá-la voltar para casa.

Tamlin, a "besta animal" que foi buscá-la, não é apenas um Grão-Feérico, mas é também o Grão-Senhor da Corte Primaveril, que quando está em sua forma humana tem uma máscara de baile presa em seu rosto, assim como todos os habitantes da corte, a quase cinquenta anos.

Feyre, é óbvio, se mete em alguns problemas, ela, Tamlin e Lucien, emissário da corte, acabam entrando em uma zona de "amizade" estranha, com cordialidade e tentativas de elogio com aquela que matou um deles. Têm muitas coisas estranhas rondando a corte, seres piores do que os pesadelos de uma humana, e o Grão-Senhor não parece ser capaz de protegê-los DELA por muito tempo,  daquela que os prendeu naquelas máscaras, daquela que até um Grão-Senhor tem medo. O tempo está acabando e Feyre precisa compreender seu papel nisso tudo, antes que seja tarde demais.

Devo deixar claro que o que contei na resenha é apenas a ponta do Iceberg, mas sendo um livro de fantasia, com mais de 400 páginas eu não posso contar mais sem diminuir emoções importantes que surgem durante a leitura.

Corte de Espinhos e Rosas é um livro extraordinário, Sarah J. Maas me deixa maravilhada a cada página, o desenvolver da história mexe com nosso coração e sentidos. Apesar de ser apenas o primeiro, o livro tem um começo, meio e fim, mas nos deixando aquela abertura de não acabou por aí. Feyre é uma personagem incrível, é uma humana em meio a quase Deuses e não se deixa intimidar, ela vê um obstáculo à frente e não sabe se vai conseguir superar ou se vai morrer no caminho, mas nada a impede de tentar, seu medo por aqueles que ama só a deixam mais forte, espero que vocês torçam por ela assim como eu.

Avaliação:
Ficha Técnica
Título: Corte de Espinhos e Rosas
Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia
Páginas: 433

   

Rei Arthur: A Lenda da Espada - Filme

Arthur cresceu na parte pobre do seu reino, vive em um bordel e faz justiça com as próprias mãos para defender os seus, claro que com isso ele ganha um bom número de inimigos e ao fugir deles acaba na mãos de soldados do rei, que buscam homens na mesma faixa de idade de Arthur para fazer um teste, que consiste em tentar puxar uma espada presa em uma pedra. Sem entender qual o fundamento daquilo tudo Arthur puxa a espada e ela sai, dando um grande poder a ele, e lhe revelando coisas.

Assim Arthur acaba nas mãos do Rei Vortigern que descobre ser seu tio e assassino de seu pai, e seu futuro assassino também, afinal o rei cruel preparou uma grande execução pública para o povo saber que não importa quem é o rei de nascença, não existe ninguém que possa enfrenta-lo. Ele só não contava que Arthur fosse receber uma grande ajuda para escapar e para descobrir quem verdadeiramente é e lutar pelo seu povo.

A espada Excalibur acaba se mostrando muito mais do que um item de guerra, ela é mágica, além de só responder a Arthur ela lhe mostra as batalhas que já enfrentou, mas para isso ele precisa querer ver, sem desviar o olhar, e nosso herói demora muito a estar preparado a isso. Então acompanharemos a sua trajetória, como Arthur saiu de menino e virou homem e como o homem se transformou em lenda da idade média.

Com show de atuações o filme também conta com incríveis efeitos especiais, tudo no filme é feito de forma mais realista possível, seja nas cenas de ação, onde é impossível não prender a respiração, seja nas cenas em que a magia se manifesta, que ficamos encantados e completamente imersos neste universo tão maravilhoso, com esta história tão bem elaborada e executada que te deixa preso do começo ao fim do filme.

Data de Lançamento: 18 de maio de 2017.
Direção: 2h 06min
Elenco: Guy Ritchie, Charlie Hunnam, Astrid Bergès-Frisbey, Jude Law mais
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia
Nacionalidades: EUA, Austrália, Reino Unido.
Título original  King Arthur: Legend Of The Sword
Distribuidor: WARNER BROS.

OBS: Essa crítica foi feita pela Mayara Cardoso colaboradora Reino Literário Br, agradecemos imensamente a ajuda!

Trailer:

HQs valem como literatura?


Como todo bom geek, eu também sou viciado em histórias em quadrinhos e em meio a tantos balões e onomatopeias, hoje eu venho falar sobre o polêmico debate: HQs também valem como literatura?
Sempre me deparo com esse dilema quando questiono alguns geeks que conheço, sobre o gosto deles pela literatura. Uma boa parte deles não curte os livros, mas justificam que leem histórias em quadrinhos.

De fato, as HQs são, na maioria dos casos, o primeiro tipo de texto em páginas que as pessoas têm contato. Qual criança não gosta de ver toda a ação desenhada, das cenas dos personagens que nós amamos e, em meio disso, tudo o que eles falam e que a gente lê? Muitas dessas pessoas, levam as histórias em quadrinhos para o resto da vida, assim como eu!

Antes de falar sobre o que penso, temos que diferenciar leitura de literatura. Quando eu falo de literatura, me refiro à arte de se ter uma história escrita, baseada em uma narrativa, que pode ganhar vida pela imaginação de seu contexto. Isso, para mim, é literatura.
Já a leitura, pra mim, é ato de ler qualquer tipo de texto, independente de seu formato ou de sua interpretação. São coisas diferentes.

Com base nisso, eu concluo que literatura está enraizada nos livros, onde nós temos páginas de uma história a ser interpretada através de certo ponto de vista, do leitor ou do escritor, através do personagem.
Quanto aos quadrinhos, acredito que se pegarmos a arte da literatura e somarmos à arte gráfica — que dá vida às cenas e ao ambiente imaginado pelo roteirista — teremos uma HQ.

Logo, eu não posso concordar que HQs sejam literatura, mas concordo que são um tipo de leitura. As histórias em quadrinhos vão um pouco mais além que os livros, no sentido de que alguém escreve e outro alguém retrata o pensamento de quem escreveu, porém mais simplistas em questões de profundidade contextual. Nas páginas dos livros, o autor coloca à sorte de cada mente, a capacidade de dar vida às cenas descritas. Se de um lado, uma HQ “não precisa” se preocupar muito com a descrição das cenas e podem manter o foco no diálogo — porque está tudo desenhado ali, numa descrição visual — nas páginas dos livros tudo se inverte, os escritores precisam saber conduzir a imaginação dos leitores, para que mantenha a coerência da narrativa, sem nenhum desenho para guiar os pensamentos.

Hoje em dia, as editoras de histórias em quadrinhos já fazem encadernados luxuosos pra tentar dar uma aparência de livro às revistas, o que eu amo e inclusive tenho vários, mas eu preciso confessar que sou mais fã da iniciativa de alguns escritores que transformam as HQs em livros. Temos vários títulos pelas livrarias, todos cuidadosamente bem trabalhados, mas que serão tema de uma próxima postagem aqui no #IamNotAFairy.
Por enquanto eu deixo essa minha visão: HQs valem como leitura, não como literatura. E vocês, o que pensam a cerca dos quadrinhos e dos livros? Deixem suas opiniões aqui nos comentários!