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Capitão Fantástico - Filme

Oi pessoal! Tudo certinho?

Como vocês sabem o Fadas faz parte do grupo Aliança de Blogueiros, e foi através dessa parceria que tivemos a oportunidade de ir na cabine de imprensa do filme Capitão Fantástico com direção e roteiro de  Matt Ross, que já estreia com alguns prêmios conquistados, tais como:  Prêmio Um Certo Olhar: Melhor Direção, Satellite Award de Melhor Ator em Cinema e não me surpreenderia nada, se conquistasse mais alguns no ano de 2017.

O filme retrata a trajetória de um devoto pai, que dedica sua vida a transformar seus seis jovens filhos em adultos extraordinários. Isso tudo, ambientado  em meio à floresta do Noroeste do Pacífico, isolado de toda sociedade, incluindo energia elétrica, água encanada, internet e celulares. Logo a vida pacata é transformada em um verdadeiro caos, quando uma tragédia atinge a família, forçando-os a deixar seu paraíso e iniciar uma jornada pelo mundo exterior, um mundo que desafia a ideia do que uma figura paterna deve representar, que traz à tona toda a diversidade e excentricidade da família, além dos seus ensinamentos.

Assim, com diversos conceitos diferentes e muitas vezes distorcidos, que aos olhos de muitas pessoas poderá ser  considerada extremistas e impactantes, Capitão Fantástico consegue divertir e emocionar o espectador de maneira única, fazendo-o mergulhar em um mundo de aventuras e as vezes desejar viver naquele pequeno pedaço de paraíso selvagem chamado de lar.

Divulgação: imagens do filme "Capitão Fantástico"
Logo no início já é possível se deparar com uma frase, no mínimo chocante, dita  por Ben (Viggo Mortensen - o Eragorn do filme Senhor dos anéis ) para  a Bo (George McKay), o mais velho de seus seis filhos: "Marxistas podem ser tão genocidas quanto os capitalistas". Não pelo que os qualifica (genocidas), mas pelo que os aproxima, onde esse discurso de Ben evoca o tema fundamental do filme, que de maneira geral aborda a negação de valores do liberalismo econômico em defesa de uma vida livre e igualitária sem amarras impostas pela sociedade.

O filme, que pode parecer um pouco comunista, aos poucos consegue levantar várias questões, incluindo o idealismo em uma sociedade opressora e sobre como a fuga de um regime tirano pode levar a um comportamento similar a ele, sendo ao mesmo tempo autoritário e dominador.

Dessa forma, o diretor Matt Ross conduz o espectador ao estilo de vida proposto por Ben ao seus filhos e esposa, que no seu ponto de vista é o ideal. Onde seus filhos, entre 7 e 18 anos, têm um ótimo pensamento crítico, apesar de uma ingenuidade e inocência contagiante, incríveis referências culturais, um magnífico desenvolvimento musical, uma aptidão física de dar inveja a qualquer atleta, além de um ideal único. Tais pontos se contrastam principalmente quando são comparados com seus primos, que estão completamente imersos na cultura do consumo.
De maneira que os filhos de Ben fazem com que a sociedade moderna pareça nociva, vazia e muito fútil, já que o  filme direciona a sua narrativa para este sentido propositalmente. 

Capitão Fantástico traz toda uma reflexão para vida, sobretudo com relação ao dia a dia e ao que devemos realmente valorizar, além de transmitir a ideia de que o amor da família sempre prevalece, e que apesar das adversidades ele é absoluto e sobrevive a tudo.
No dia que forem assistir ao filme que estreou agora em Dezembro de 2016, dou-lhes uma dica preciosa, levem uma caixa de lenço, se preparem para fortes emoções e não consumam líquidos em excesso, pois correm o risco de gargalhar além do limite e não conseguirem chegar ao banheiro. 

Trailer do filme:




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