8 de junho de 2018

A Soma de Todos os Beijos - Resenha

Queridos leitores,

Eu consegui! \o/\o/ Enfim li o terceiro romance do Quarteto Smythe-Smith. Admito que tenho um certo carinho pela Sarah, afinal só assim Anne, a protagonista de “Uma noite como esta” tocou no musical anual da família.

A leitura de “A Soma de todos os beijos” começa na tarde anterior ao fatídico duelo entre Daniel Smythe-Smith e Hugh Prentice. Quando parecia apenas uma tarde normal bebendo e jogando piquet com os amigos, tudo virou de cabeça para baixo devido a autoconfiança e arrogância de um homem que nunca “errava”.




Hugh Prentice observava tudo. E também se lembrava de tudo. Se quisesse podia recitar Romeu e Julieta inteiro, palavra por palavra. Hamlet também. Júlio César não, mas só porque nunca o lera.
Se no livro anterior temos a visão de Daniel, agora Hugh mostra como aquele dia mudou a vida dele para sempre, como bebida e estupidez andam sempre juntas. Ele sempre foi conhecido por ser “estranho” e um tanto presunçoso, mas bem, ele podia ser com todos os seus talentos matemáticos. Durante a leitura temos vários flashbacks de sua infância, onde conhecemos o louco, arrogante e mau caráter do seu pai, assim como Freddie, seu doce irmão mais velho.

Conhecido nosso protagonista masculino, vamos a nossa protagonista feminina, Sarah Pleinsworth é conhecida por tentar sabotar a apresentação musical da família no ano anterior, no início da leitura se mostra bem egoísta e dramática. Anos antes sem que ninguém soubesse, Sarah confronta Hugh em um baile sobre todo o mal que ele causou a família dela, e bem especificamente a ela, e dali por diante só faíscas de raiva emanam dos dois. No entanto, Honória que é um amor de pessoa, quer se ele se sinta bem vindo e querido em seu casamento com Marcus (casal de Simplesmente o Paraíso), que sem saber da discussão passada pede justo para Sarah lhe fazer companhia, e acabamos descobrindo uma menina/mulher que vai amadurecendo e aprende a reconhecer os próprios erros e a corrigi-los.

Mas esse é um romance de época e por isso temos certeza de um final feliz, então é claro que Hugh descobre que, às vezes a pior coisa que te acontece, é aquela que traz o melhor pra sua vida, esse alguém é Sarah, isso é claro até ela descobrir da promessa que ele fez ao pai. O que será que ela vai pensar? Já adianto que não vai dar em nada bom.

Foi o melhor dos três livros, li muito rápido, os diálogos dos dois são incríveis e muito engraçados, ele é um matemático brilhante e tem um humor mórbido, ela é dramática e tem uma língua afiada, e nenhum dos dois gosta de perder ou ficar por baixo. Julia Quinn mais uma vez nos encanta e diverte, nos fazendo dar mais leveza a essa louca vida que nos cerca.

É claro que não podia terminar sem um dos diálogos de Harriet, Frances e Elizabeth. Essas meninas são incríveis.
A nova personagem deve ser Parecida com Sarah. Deixem-me ver…
Cabelos pretos com uma leve tendência a encaracolar.
Olhos escuros insondáveis - acrescentou Frances, empolgada. - Devem ser insondáveis.
Com um quê de loucura - disse Elizabeth.
Sarah se virou para encará-la.
Só estou fazendo a minha parte - alegou Elizabeth. - E certamente vejo esse quê de loucura agora.
Avaliação:
Ficha Técnica
Série: Quarteto Smythe-Smith
Título: A Soma de Todos os Beijos
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272

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